Sempre pensei em ter algo parecido. Infelizmente a tecnologia não fez parte da minha infância. Cadernos, diários, agendas... Parecia que estava um passo a frente. Afinal o que adiantaria ter idéias se não poderia compartilha- lás com mais de meia dúzia de pessoas?Então aqui vai o primeiro fato histórico de uma vida tão.. tão... (alguns diriam ser maluca, mas acho que não, minha vida é bem pacata).
Acho que tinha uns 14 anos, quando uma menininha resolveu mexer em todos os meus pertences (lembro que sempre pensei em me vingar). E no meio dele o que estava lá, meu pequeno diário. Na verdade não era um diário (com cadeado, chave e tal), era um caderno onde escrevia todas as sensações, todos os sentimentos, todos os segredos... (sempre fui intensa, rsrsrsrsrs).
Bom, ela além de ler, resolveu lê-lo no meio de toda a família, no meio de pessoas que nem considerava tão família assim.
A cara de espanto foi imediata, todos começaram a recriminá-la "Não faça isso" dizia a mãe dela.Mas e eu? Eu estava ali, vendo todos os meus segredos mais íntimos sendo revelados.... Ali eu vi, ali eu percebi.. o quanto era bom compartilhar.
Sobre a vingança, a idéia permaneceu, mas não por ela ter lido os meus segredos na frente de todos, mas por puro prazer de poder fazer algo e mesmo assim estar certa (afinal, quem começou foi ela, rsrsrsrsrs)
É... isso que vou chamar de INSANIDADE CONSTRUTIVA. Afinal a insanidade realmente já deve ter feito prédios, automóveis, fórmulas, pessoas...EU ainda não sei qual o resultado que vou ter de toda minha insanidade... Mas tb, não ligo para isso. Só quero disseminá-la....

Quem não é Insano Priscilla?
ResponderExcluirOs se assumem, são insanos com certa coerência. Mas realmente tenho medo dos que não se assumem, esse fazem tudo escondido.